Olhar e acolhida
Olha minhas incertezas,
Vê quanta ausência!
Saudade de Tua beleza,
Quanto excesso de ciência!
Acolhe minha razão,
Purifica-a da ilusão,
Envolve-me em teu coração
Como músico em canção!
Tua palavra toca-me o corpo,
Sinto em tua presença meu sopro.
Santifica-me contigo,
Permanece, Senhor, com-migo!
Para que eu aja:
Corretamente,
Dignamente



Vazio ao espaço
A quem recorrerei?
Para falar do vazio da existência
Da solidão escondida entre a aparência?
Algum certo conceito
Trará alívio, consolo e conforto
Para um errante humano torto?
Acaso alguém explica
Essa sede de amor, de transcendência
Que penetra o poço da nossa existência?
Tu, sei: me consolas!
Na oração, junto ao pobre maltrapilho
Meu vazio desaparece, voa ao espaço infinito,
Onde tua presença é ilimitada,
Onde vives, qual vital energia,
E renovas, a cada dia, nossa energia.